Oi queridos, tudo bem por aí? Espero que sim!
Hoje quero abordar um assunto muito importante para toda família. Por gentileza leiam até o final.
Ontem a filha da minha colega a Aninha de apenas 2 anos teve uma convulsão febril por conta da Catapora que veio muito forte.
Hoje a avó da Aninha falou que a bebê está internada. Já estou pedindo para Deus olhar pela pequena.
Minha sogra quem ouviu uma gritaria na rua as 7 da manhã da minha colega pedindo socorro para ajudarem a pequena. Imaginem uma mãe ver sua filhinha tendo uma convulsão na sua frente. Eu não ouvi, pois moro abaixo do nível da rua, embaixo da casa da sogra.
Vou compartilhar com vocês algumas informações importantes sobre a convulsão febril.
Segundo a pediatra Ana Escobar, esse tipo de convulsão é igual as outras, mas acontece em crianças entre 5 meses e 5 anos, quando o cérebro ainda não está totalmente formado e não consegue reconhecer completamente os estímulos.
Existem fatores genéticos que predispõem para a ocorrência da convulsão febril, porém infecções virais, como as gripes e os resfriados, bem como as infecções bacterianas, como infecção de ouvido, sinusite, pneumonia são doenças que podem levar à convulsão por apresentarem febre na sua evolução.
Se a criança começa a ter febre forte, é preciso baixá-la o mais rápido possível para evitar uma possível convulsão. Segundo a pediatra Ana Escobar, um banho morno pode ajudar a baixar a febre entre 37 e 38 graus. A partir dos 38 graus, já é sinal para usar medicamentos, como o paracetamol, dipirona e o ibuprofeno. Mas mesmo com a febre alta, nem toda criança vai convulsionar. Se acontecer, é preciso ir rapidamente para o hospital.
Tratamento das convulsões nos bebês e crianças
A primeira coisa, é baixar a febre da criança. Terá que desnudá-la e passar uma esponja macia, embebida de água morna (não gelada) pelo seu corpo. Não convém imobilizá-la nem colocar nada entre os dentes. Deve-se abrir um espaço ao seu redor para que não faça mal a si mesma e manter a tranquilidade. Quando passar a convulsão, que não deve durar mais de 10 a 15 minutos, leve rapidamente a criança ao pronto socorro mais perto para administração correta de medicamentos.
A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que 5 minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa, efetivamente, ajudar a pessoa. Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:
• Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas;
• Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas;
• Afrouxar roupas apertadas;
• Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro;
• Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração);
• Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;
• Observar se a pessoa consegue respirar;
• Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa;
• Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho);
• Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;
• Procurar assistência médica.
Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:
• Início da crise;
• Duração da crise;
• Eventos significativos anteriores à crise;
• Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas);
• Como são as contrações musculares;
• Forma de término da crise;
• Nível de consciência após a crise.
O que não deve ser feito durante as convulsões
Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma criança com crise convulsiva. O QUE NÃO DEVE SER FEITO:
• NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres;
• NÃO tentar balançar a pessoa Isso evita a falta de ar.
• NÃO coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo.
• NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool;
• NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água;
• Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.
Conversem com o Pediatra e procurem se informar sobre a vacina contra Catapora.
Fontes: Guia Infantil e Bem Estar
Fiquem na Paz.
